A adenoide e as amígdalas fazem parte do sistema de defesa da criança e ajudam a proteger contra infecções nos primeiros anos de vida. Quando ficam muito aumentadas ou inflamam com frequência, porém, podem atrapalhar a respiração, o sono e até a alimentação. Muitos pais se perguntam quando essas estruturas precisam de tratamento e quando a cirurgia é realmente indicada.
É importante saber que ter adenoide ou amígdalas grandes nem sempre significa que a criança precisará operar. Na maioria dos casos, o acompanhamento e medidas clínicas são suficientes. A decisão sobre a cirurgia costuma ser individual e depende dos sintomas, da frequência das infecções e do impacto na qualidade de vida da criança.
Sinais de que a adenoide e as amígdalas podem estar aumentadas
Quando a adenoide está muito aumentada, a criança pode respirar pela boca, roncar à noite, falar com voz anasalada e ter o sono agitado. Já as amígdalas grandes ou inflamadas com frequência podem causar dor de garganta repetida, dificuldade para engolir e febre. Alguns pequenos apresentam pausas na respiração durante o sono, o que merece atenção especial.
Esses sinais podem afetar o dia a dia da criança, prejudicando a concentração, o apetite e a disposição. Respirar pela boca por muito tempo também pode influenciar o desenvolvimento da face e da arcada dentária. Por isso, observar o padrão do sono e da respiração ajuda o especialista a entender o quadro.
Quando a cirurgia pode ser indicada
A cirurgia de adenoide e amígdalas costuma ser considerada quando os sintomas são importantes e persistentes, apesar do tratamento clínico. Situações como pausas respiratórias durante o sono, infecções de repetição, dificuldade para respirar ou engolir e impacto no crescimento e no aprendizado são alguns dos fatores avaliados. A indicação nunca é automática e leva em conta o conjunto do quadro.
Antes de decidir, o otorrino pode solicitar exames para entender melhor o tamanho dessas estruturas e como elas afetam a respiração. Cada criança é única, e o objetivo é sempre escolher o caminho que traga mais benefício com menos desconforto. A conversa com os pais faz parte dessa decisão.
Quando procurar o especialista
Vale procurar avaliação quando a criança ronca com frequência, respira pela boca, tem infecções de garganta repetidas ou apresenta pausas na respiração durante o sono. Sono agitado, cansaço durante o dia e dificuldade de concentração também são motivos para investigar. Quanto antes o problema é identificado, mais opções de cuidado costumam estar disponíveis.
Na Clínica Otorrino Sudoeste, o otorrinolaringologista avalia a criança e pode realizar exames no próprio local, como a nasofibrolaringoscopia, para observar a adenoide e as vias respiratórias. A clínica fica no Centro Clínico Sudoeste, ao lado do HFA, atende mais de 50 convênios e dispensa encaminhamento. Agende a avaliação e tire suas dúvidas com o especialista.



